
Ismael Alves – Durante entrevista ao programa Panorama Político, apresentado pelo editor deste blog na Rádio Líder FM, na última sexta-feira (29), o Padre Kelmon, pré-candidato a deputado federal pelo PL de São Paulo, comentou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, além da reação do presidente Lula (PT) ao caso.
Na ocasião, Kelmon criticou a fala de Lula, que afirmou ter ficado “triste” com a decisão e utilizou a expressão “nossos criminosos”, o que gerou forte repercussão pública.
“Primeiro que nós não temos criminosos de estimação para chamarmos de nossos, né? Agora, o Lula dizer que se entristeceu com essa classificação dada pelos Estados Unidos ao PCC e ao Comando Vermelho como terroristas, ele deveria se entristecer com as famílias que sofrem por serem subjulgadas.”
O religioso também destacou a influência territorial das facções criminosas no Brasil e os impactos disso na presença do Estado.
“Eu não sei se todos nós temos conhecimento de que 24% do território nacional hoje é dominado por facções criminosas. E quando as facções criminosas dominam um território, as leis do Estado, as leis da República, a Constituição não tem valor. Não chega até aquele lugar. O serviço público, o Estado não vai até lá, porque não permitem.”
Kelmon afirmou que a realidade vivida nessas áreas é de submissão da população ao crime organizado.
“Isso é uma outra realidade, as pessoas são subjulgadas. Então, é uma hipocrisia tamanha do Lula falar isso como se ele estivesse defendendo os bandidos.”
Durante a entrevista, ele também comparou o cenário brasileiro com o de El Salvador, citando o governo de Nayib Bukele como exemplo de enfrentamento à criminalidade.
“Vejamos bem: nós temos o governo do Nayib Bukele, em El Salvador, que em quatro anos ele mostrou a que veio e aí começou a fazer um trabalho com vontade política de mudar a realidade daquele país.”
Kelmon descreveu o contexto anterior do país centro-americano e os resultados obtidos com a política de segurança adotada.
“Um país onde a criminalidade era altíssima, turistas não queriam visitar, ninguém queria se aproximar daquele país, as pessoas viviam amedrontadas, não podiam sair às ruas. E é um homem em oito anos, com pulso firme, com vontade política de mudar a realidade e trazer a paz e tranquilidade para o seu próprio povo.”
Ao final, o pré-candidato fez críticas à atuação do governo federal na segurança pública.
“E aí eu lhe pergunto: este homem que hoje está dizendo que está triste por essa ação do presidente Donald Trump, ele estava no terceiro mandato, são 12 anos. Por que será que nós ainda continuamos com toda essa tragédia na segurança pública?”
Leia também: Padre Kelmon critica governo e defende Bolsonaro em entrevista no Panorama Político













