
Andréa Medeiros ainda precisa construir protagonismo político para 2026
Ismael Alves – Com a chegada de 2026, os projetos políticos começam a ser tracionados pelo fator tempo, que passa a afunilar de forma decisiva. Quem não consegue dar torque ao plano político, seja ele qual for, tende a perder espaço e relevância no tabuleiro eleitoral.
Em Jaboatão dos Guararapes, um exemplo que precisa ganhar impulso para não chegar natimorto ao período eleitoral é a pré-candidatura da primeira-dama Andréa Medeiros, que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
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O primeiro movimento já foi feito. No ano passado, Andréa Medeiros se filiou ao PSD, partido da governadora Raquel Lyra. A decisão, conduzida politicamente pelo prefeito Mano Medeiros, representou o passo inicial de um processo de afastamento do grupo Ferreira.
Esse distanciamento ficou ainda mais claro ao final de dezembro, pouco antes do Natal, quando Mano Medeiros deixou o PL, legenda comandada por Anderson Ferreira, de quem foi vice-prefeito, e também se filiou ao PSD. A mudança sinalizou uma aposta clara na construção de um caminho próprio.
Dentro dessa estratégia, o plano de eleger Andréa Medeiros deputada estadual surge como mais um movimento para consolidar a independência política do grupo, fechando as portas para a possibilidade de apoiar um nome indicado pelo clã Ferreira para a Alepe.
O desafio principal, no entanto, está longe de ser resolvido. Falta dar alma à pré-candidatura. Andréa ainda não demonstra protagonismo político, tampouco sinais claros de liderança, vocação ou construção de discurso próprio. Ao longo do mandato de Mano Medeiros, sua presença pública tem se resumido, majoritariamente, a aparições ao lado do marido em registros fotográficos oficiais e a falas tímidas e curtas em veículos de comunicação patrocinados pela própria prefeitura.
Sem densidade política, sem atuação reconhecida e sem um discurso que dialogue com o eleitorado para além do núcleo familiar e institucional, a pré-candidatura corre o risco de não ganhar tração suficiente no momento em que o jogo eleitoral exige visibilidade, posicionamento e capacidade de articulação.







