
O impacto financeiro das Havaianas e a queda das ações na bolsa após campanha com viés ideológico
Ismael Alves – Quando uma marca resolve entrar na briga política, o prejuízo deixa de ser um risco e vira matemática. As Havaianas sentiram isso na pele (e no bolso) após a campanha com Fernanda Torres. A atriz, que nunca escondeu seu apoio a Lula, estrela um comercial onde sugere não começar o ano com o “pé direito”.
Não demorou para a mensagem ser lida como um recado ideológico. O que era pra ser propaganda virou combustível para um boicote pesado nas redes sociais.
Teve gente que tentou minimizar. A deputada Maria Arraes (SD), aqui de Pernambuco, chegou a postar vídeo mostrando fila em loja de shopping pra dizer que o boicote não funcionava. Mas contra números não há narrativa: o mercado financeiro deu o veredito.
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No pregão de ontem (22), as ações da Alpargatas (ALPA4) derreteram quase 3%. Em um único dia, a marca viu cerca de R$ 200 milhões de seu valor de mercado sumirem.
O recado é claro: o consumo hoje é um ato político. Quando uma empresa escolhe um lado, mesmo que de forma simbólica e velada, herda automaticamente a rejeição de quem pensa o contrário. Em um mercado que vive de imagem, esse tipo de aposta costuma custar caro. E, dessa vez, a conta chegou rápido para a Havaianas.







