
Compartilhar foto íntima sem consentimento é crime
Ismael Alves – Vi, há pouco, um vídeo de uma mulher moradora de Gravatá que decidiu recorrer às redes sociais para se pronunciar após ter uma foto íntima vazada. O que me chamou a atenção foi a forma firme como ela está enfrentando a situação e defendendo sua honra diante da repercussão do caso.
Não sei seu nome, mas, para nos posicionarmos contra injustiças, não precisamos conhecer as vítimas. Precisamos apenas ter empatia e compreender que o posicionamento público também é uma forma de enfrentar o ambiente desafiador que tantas mulheres ainda enfrentam.
No vídeo, a mulher relata que conversava havia algum tempo com um homem por meio do Instagram. Segundo ela, ele sempre se apresentou como solteiro ou dizia estar em um relacionamento aberto. Também solteira, contou que, com o passar do tempo, a conversa evoluiu para um nível de confiança e intimidade. Nesse contexto, houve a troca consensual de fotos íntimas entre os dois.
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A vítima afirmou que tomou conhecimento do vazamento ao ser acordada por uma ligação de uma pessoa conhecida, que a alertou sobre a circulação da imagem. Diante da repercussão crescente, decidiu se pronunciar publicamente e condenou a atitude do homem. Ela também reafirmou seu direito ao livre arbítrio e disse que acreditava estar conversando com alguém de caráter e livre, nas condições que ele próprio apresentava.
No desabafo, a mulher relata que trabalha com o público e é mãe de uma criança de oito anos, destacando o desafio de lidar com uma situação tão constrangedora.
É importante deixar claro que divulgar ou compartilhar imagem íntima sem consentimento é crime no Brasil, mesmo quando a foto foi enviada de forma voluntária. O artigo 218-C do Código Penal trata da divulgação de cena de nudez ou ato sexual sem autorização da vítima. A responsabilização não se limita a quem vazou o conteúdo. Quem repassa, mantém ou compartilha também comete crime.
A vítima enfrenta os transtornos emocionais e os danos morais causados por esse tipo de exposição. A falta de moral, no entanto, está em quem mente, manipula e expõe uma mulher dessa forma. Trata-se de violência.
À mulher que enfrenta esse caso, justamente em um momento que deveria ser de celebração pela proximidade de um novo ano, deixamos nossa solidariedade. Nenhuma exposição desse tipo é aceitável. Que a justiça prevaleça.
Girando pela região
Enquanto Gravatá iniciou o ano novo discutindo segurança digital após repercussão no caso de vazamento de foto íntima, em Amaraji a discussão é sobre a decisão do prefeito Araújo de demitir servidores contratados, conforme denunciou a vereadora Julia de Berna.







