
Velório de Ivaldo Queiroz, ex-prefeito de Chã Grande, reúne relatos emocionantes sobre sua vida
Ismael Alves – Antes de ser sepultado na manhã de hoje, no Cemitério de Chã Grande, o corpo do ex-prefeito Ivaldo Lourenço de Queiroz, que faleceu ontem, no Recife, aos 67 anos, no Hospital Português, foi velado no auditório do Palácio Tiago Barbosa Soares, sede do Poder Executivo de Chã Grande.
Antecedendo o cortejo, uma solenidade fúnebre promovida pelo Poder Legislativo sob a presidência do vereador Ademir Batista em homenagem à trajetória de Ivaldo, que marcou a história política e administrativa de Chã Grande. A cerimônia contou com a presença de autoridades, a exemplo do prefeito Sandro Advogado, do vice-prefeito Joel Gomes, de vereadores e de lideranças políticas, como o ex-prefeito Diogo Alexandre, além de amigos, familiares e populares que foram prestar as últimas honras.
Entre os oradores esteve o ex-vereador Porém Gonçalves, que preservou uma longa amizade com Ivaldo. “Perdi meu melhor amigo”, lamentou, com a voz embargada e os olhos lacrimejando.
Porém Gonçalves, que foi vereador na Legislatura de 1989 a 1992, período em que Ivaldo comandou a prefeitura, compartilhou com o público uma experiência vivenciada com o ex-prefeito que, segundo ele, marcou para sempre a sua vida.
Ele contou que Ivaldo estava em determinado local, sentado à mesa, e na sua companhia havia populares que tinham ido apresentar as mais variadas demandas, como é comum nas cidades pequenas do interior. Mas, por convite de Ivaldo, todos se sentaram à mesa e comiam da mesma comida, enquanto aguardavam o chefe do Executivo concluir sua refeição para depois ouvi-los um a um.
Ao ver a cena, e conhecendo o posicionamento político de cada uma daquelas pessoas, Porém deu um jeito de chamar Ivaldo em particular e advertir: “Tu sabe que esse pessoal tá aí, mas depois vai sair falando de tu”.
“Ivaldo, de pronto, sabendo da realidade difícil daquelas pessoas e já prevendo suas demandas, como quem conhece o próprio povo, respondeu ao amigo e aliado, ignorando diferenças políticas: ‘Porém, tu já viu fome e doença ter partido?'”














