
Ismael Alves – Para muita gente, o desenvolvimento da tecnologia na comunicação serviu para fomentar a relação entre as pessoas, além das utilidades voltadas a questões de trabalho nas mais variadas formas.
Mas nem todo mundo tem essa mesma percepção. O presidente Lula (PT) não vê com bons olhos o uso habitual de aplicativos de conversas online, a exemplo do WhatsApp. Também não é adepto de um convívio familiar intenso.
Durante o ato de abertura do 16º Congresso do PCdoB, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o presidente criticou o hábito do uso frequente dos celulares e dos grupos de WhatsApp. Mais do que isso, deixou claro que prefere pouca aproximação familiar: “Todos vocês têm grupo de zap. Eu não sei que diabos se conversa. Eu sempre achei que parente bom era aquele que a gente via uma vez por mês. Agora, não. É toda noite um zap ‘boa noite, querido’, ‘bom dia, querido’, é toda hora. O que você almoçou? O que você comeu? Não sei para quê tanta conversa”. A fala, segundo os registros do evento, tinha o alvo inicial nos hábitos digitais: “isso chama-se dependência digital”, disse Lula. Contudo, o comentário de Lula acabou como uma crítica também à hipervisibilidade das relações familiares via aplicativo.
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