
IstoÉ – O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira, 9, sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) após 12 anos na Corte. A decisão já era especulada nos bastidores há pelo menos dois anos, mas ganhou força nas últimas semanas, mesmo antes de deixar a presidência do Poder Judiciário. Ele deixa a Corte até o final da próxima semana.
Barroso já tinha avisado aos colegas da Suprema Corte sobre a possibilidade de aposentadoria, enquanto seus pares tentavam demover ele da ideia. Enquanto isso, o ministro colocava em xeque sua permanência em declarações públicas. Em sessão no STF, Luís Roberto Barroso leu um longo discurso e embargou a voz em alguns momentos. De acordo com o magistrado, a decisão foi pensada há tempos e negou haver relação com a conjuntura política atual, com as sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros da Suprema Corte.
“Sinto que agora é hora de seguir outros rumos, que nem sei se estão definidos. Não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais a vida que me resta, sem as disposições, obrigações e exigências públicas do cargo — com mais literatura e poesia”, disse o ministro.
“Nada tem a ver com qualquer fato da conjuntura atual. Há cerca de dois anos, comuniquei o presidente da República dessa intenção”, concluiu.
Com a saída de Barroso, começa a corrida para a escolha do sucessor. Três nomes, até o momento, despontam como favoritos: o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o conselheiro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. Pacheco tem apoio de nomes como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, mas a possível candidatura ao governo de Minas Gerais pesa contra.













