Ismael Alves – Se por um lado a saída em massa de prefeitos do PSDB de Pernambuco após a intervenção com Álvaro Porto é lida como retaliação de Raquel Lyra, por outro revela a fragilidade do grupo que perdeu o controle da sigla. Nem mesmo a recente filiação da vice-governadora Priscila Krause, há poucos dias no partido, foi suficiente para segurar a estrutura tucana sob influência da governadora.
O esvaziamento do PSDB, no entanto, vai além de uma disputa interna: significa menos fundo eleitoral, menos tempo de rádio e TV e menos candidaturas proporcionais em 2026. Em outras palavras, a debandada – ou expulsão – do grupo de Raquel Lyra não é somente uma mudança de cenário, mas uma derrota política que enfraquece sua base de poder. Enquanto o PSDB precisará se recompor sob o comando de Álvaro Porto, o prejuízo para o projeto governista já está calculado.