
Reuters – Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, se afastou nesta terça-feira do cargo de deputado federal para viver nos Estados Unidos e tentar obter apoio internacional para seu pai e seu grupo político.
Durante um vídeo de 10 minutos publicado em seu canal no YouTube, Eduardo disse que tirará uma licença temporária de seu cargo no Congresso para se concentrar em desenvolver apoio internacional para combater o que classificou de perseguição contra a família Bolsonaro e seus aliados e apoiadores.
Eduardo, um dos cinco filhos de Jair Bolsonaro, desempenhou o papel de emissário estrangeiro da família, aparecendo em feiras de armas dos EUA e conferências políticas conservadoras.
No vídeo, o congressista disse que já está nos Estados Unidos desde o final de fevereiro para viagem pré-agendada, sem fornecer detalhes de sua localização. Ele disse à CNN Brasil mais tarde na terça-feira que planeja pedir asilo político.
O deputado federal impulsionou sua campanha no exterior desde que seu pai foi declarado inelegível até 2030 e teve seu passaporte apreendido em fevereiro de 2024 por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
No mês passado, o Partido dos Trabalhadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o passaporte do jovem Bolsonaro fosse apreendido, mas o juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido na terça-feira.
O congressista disse no vídeo que buscará punição para autoridades, incluindo Moraes, que supervisiona as investigações contra seu pai. Ele também quer construir apoio para um perdão aos participantes dos tumultos de 8 de janeiro, quando prédios do governo foram depredados dias após a posse do presidente Lula em 2023.
O ministro Moraes está supervisionando o caso de uma suposta tentativa de golpe de 2022, que Jair Bolsonaro foi acusado de liderar, bem como investigações sobre desinformação e discurso de ódio nas redes sociais por influenciadores do que a justiça brasileira chama de extrema-direita.
Moraes foi processado no mês passado pelo Trump Media & Technology Group (DJT.O) , do presidente dos EUA, Donald Trump, plataforma de compartilhamento de vídeos Rumble (RUM.O), após emitir uma decisão que visava forçar a plataforma de compartilhamento de vídeos a excluir contas que supostamente espalhavam desinformação. No ano passado, o juiz também ordenou o fechamento temporário do X de Elon Musk no país, após a empresa de mídia social não cumprir suas decisões.
“Agora sei que ele (Trump) continuará acolhendo meu filho”, disse Jair Bolsonaro a repórteres em Brasília.













