
Ismael Alves – O advogado e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, destacou em suas redes sociais os possíveis impactos econômicos negativos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a escala de trabalho de 6×1 para 4×3. A proposta, atualmente em votação na Câmara, visa modificar o regime de trabalho, mas, segundo Miguel, isso pode trazer uma série de consequências indesejáveis.
Em uma publicação no Instagram, Miguel Coelho apontou que a redução da carga de trabalho para quatro dias por semana, ampliando para três os dias de descanso, levaria a uma diminuição de 33% na força de trabalho. Ele argumenta que isso pressionaria as empresas a elevarem os custos operacionais, o que, inevitavelmente, seria repassado aos consumidores através de preços mais altos.
Miguel também destacou o impacto nos próprios trabalhadores, que poderiam ser prejudicados pela tendência das empresas de buscar alternativas de mão-de-obra mais baratas. Ele exemplificou com a “PEC das Domésticas”, que, ao invés de ampliar o emprego formal, resultou em um aumento da informalidade, de 68% para 75%. Como solução, Miguel sugere a possibilidade de uma negociação direta da jornada entre empregador e trabalhador, adotando o pagamento do salário através de horas trabalhadas, semelhante ao modelo norte-americano.
Miguel Coelho, filho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, foi prefeito de Petrolina por dois mandatos e concorreu ao Governo de Pernambuco em 2022. Seu nome é especulado para a disputa ao Senado em 2026,










