
Carol Brito/Blog da Folha – O deputado federal Fernando Rodolfo (PL) afirmou, em entrevista ao UOL News, nesta segunda-feira (11), que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho é necessária e “vai além de ideologias partidárias”. O parlamentar foi o único deputado do PL a assinar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.
“Se o assunto está na pauta da sociedade, o Congresso tem que ouvir a voz das ruas e debater o assunto sim. Mas entendo que o texto apresentado precisa de ajustes”, afirmou Fernando.
Ainda de acordo com o parlamentar, “há diversos estudos sobre os benefícios para a saúde ao se reduzir a jornada do trabalhador”.
“Mas entendo que não dá para ser numa escala quatro dias por três, como defende a autora da PEC. Por isso, assim que a matéria começar a tramitar na Câmara, após a coleta das 171 assinaturas, quero apresentar uma emenda para que a jornada seja de cinco dias por dois, com 40 horas semanais, tendo assim mais condições de aprovar o texto”, acrescentou o deputado.
O deputado pernambucano ressaltou a necessidade de se debater compensações também aos empregadores pela medida.
“Temos que fazer um texto que seja bom para todas as partes. Por isso, entendo que seja preciso discutir uma compensação tributária para o empregador também, fazendo uma espécie de meio termo que facilitaria a aprovação dessa matéria, que interessa à sociedade e entrou de fato na pauta do dia. E o Parlamento assim poderá cumprir o seu papel”, concluiu.
Gilson Machado contra
O ex-ministro Gilson Machado (PL) se posicionou a favor de manter a escala 6×1. Ele argumentou durante participação no programa Cardinot, nesta segunda-feira (11), que a atual legislação trabalhista “está bem ajustada para atender às necessidades tanto dos empregadores quanto dos empregados, especialmente em setores que exigem regularidade nas folgas”.
“Manter a escala 6×1 é importante para preservar a estabilidade e a segurança jurídica nas relações de trabalho. Mudanças precipitadas podem gerar insegurança e prejudicar tanto quem emprega quanto quem é empregado”, afirmou Gilson.
Além disso, Gilson enfatizou que alterações frequentes nas leis trabalhistas acabam “mudando a regra do jogo” de forma prejudicial ao País.










