
Ismael Alves – Nos últimos meses, a população de Gravatá tem acompanhado uma série de acusações contundentes por parte do comunicador Marivan Melo contra a gestão do prefeito Joselito Gomes (Avante), com ênfase na primeira-dama e secretária de Obras e Serviços Públicos, Viviane Facundes, e seus familiares, incluindo irmãs e mãe.
O radialista, que anteriormente defendia veementemente os pontos positivos da administração municipal, passou a adotar uma postura crítica a partir de junho deste ano, após seu afastamento da gestão, conforme noticiado pelo jornalista Alberes Xavier.
O ponto alto do conflito ocorreu no último fim de semana, quando vídeos e fotos de Marivan, ensanguentado, começaram a circular nas redes sociais e, rapidamente, foram destaque em veículos de comunicação, inclusive em nível nacional. Os ferimentos teriam sido causados por agressões cometidas pela mãe da primeira-dama, conhecida como “Dona Tea”, e por Michele, irmã de Viviane. O caso, envolvendo parentes de figuras públicas, ganhou grande repercussão.
Conflito de versões
Marivan alega ter sido atacado com uma barra de ferro após denunciar nepotismo na administração municipal, classificando o episódio como uma “tentativa de homicídio”. A defesa das mulheres, entretanto, oferece uma versão diferente: as agressões teriam sido motivadas por acusações de injúria, difamação, calúnia e ataques pessoais feitos por Marivan. As envolvidas não são figuras públicas e levam uma vida reservada. A defesa afirma que Marivan usa esses ataques para atingir a primeira-dama e sua família, conforme reportagem do G1.
Um dos gatilhos para a agressão teria sido uma live de Marivan nas redes sociais, na qual ele teria feito comentários subjetivos sobre a vida pessoal de Michele, desqualificando a relação dela com os filhos. Isso teria provocado Michele a defender a própria honra por não suportar mais os ataques. Sua mãe, mesmo idosa, se viu na obrigação de defendê-la e preservar sua própria honra, após ofensas feitas por Marivan durante uma discussão em via pública.
Medida protetiva
A defesa das mulheres destacou ainda que existe uma medida protetiva, imposta pela justiça, que obriga Marivan a manter uma distância mínima de 200 metros da primeira-dama e seus familiares, mas que foi descumprida. A decisão judicial, segundo a defesa, foi motivada pela escalada das críticas de Marivan, que, além de frequentes, teriam ultrapassado os limites da liberdade de expressão, tornando-se ofensas graves. A defesa menciona que Marivan enfrenta outros processos de natureza semelhante movidos por pessoas públicas.
Marivan insatisfeito com a Justiça
Em meio a esse imbróglio, Marivan também passou a expressar insatisfação com a atuação da Justiça e da Polícia Civil. Em um áudio que circula na internet, possivelmente de antes do episódio do fim de semana, ele menciona o desconforto com a delegacia de Gravatá que não teria encontrado embasamento acerca uma de suas acusações contra a primeira-dama. No áudio, que não é possível identificar o caso específico nem a data, Marivan sugere que a Justiça estaria o censurando ao mandar ele “se calar”, insinuando uma possível vista grossa devido à sua falta de recursos financeiros. Ele também questiona a medida protetiva concedida à primeira-dama, afirmando a medida foi concedida no dia da sua solicitação, e questionando que apresentou recurso para revertê-la em seu favor, mas que espera há mais de 15 dias. O caso tramita na Vara Criminal da Comarca de Gravatá, sob a responsabilidade do juiz Severiano de Lemos Antunes Júnior.
Ouca o áudio:










