Ismael Alves – A saída de Joaquim Neto (PSDB) da presidência do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) tem gerado especulações e até mesmo apontado para um suposto distanciamento entre ele e a governadora Raquel Lyra (PSDB). Contudo, objetivos políticos podem estar por trás da ‘dança da cadeira’.
Não é segredo que Joaquim Neto pretende concorrer mais uma vez ao cargo de prefeito de Gravatá. Para estar apto à candidatura ele precisa atender requisitos previstos na legislação eleitoral, assim como qualquer cidadão.
Uma das exigências legais é a desincompatibilização especificada na Lei Complementar 64/1990, que determina que ocupantes de cargos públicos de chefia, como secretários, diretores e presidentes de orgãos congêneros, devem se afastar do cargo faltando seis meses para o pleito.
Diante da sua já conhecida pretensão política e seguindo a regra eleitoral, Joaquim Neto só poderia permanecer no IPA por mais um mês, que seria março, considerando que fevereiro chegou ao fim e o limite para desincompatibilização é 6 de abril.
Quem conhece o jogo político sabe que tempo de pré-campanha é fator essencial que antecede um pleito. Partido dessa premissa, chega-se à conclusão lógica de que a saída de Joaquim da presidência do IPA é apenas uma confirmação taciturna da sua pré-candidatura.













