Ismael Alves – Desde o final de 2023, primeiro ano do governo Raquel Lyra (PSDB), o atual presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Joaquim Neto (PSDB), tem ganhado as manchetes de vários veículos de comunicação devido a existência de supostos escândalos envolvendo a sua atuação frente ao órgão.
O estopim de tudo foi uma contratação por inexigibilidade de dependências do Hotel Canárius, em Gravatá, incluindo auditório, capacidade de acomodações e refeições para a realização da 1ª Reunião Estratégica de Trabalho, Integração, Planejamento e Avaliação – RET IPA 2023 – que teria como finalidade a análise e fechamento das ações do IPA em 2023, além da elaboração do planejamento para 2024. O evento seria realizado nos dias 12 e 13 de dezembro e contaria com a presença de 600 participantes de todas as regiões do estado, todos diretamente ligados ao IPA.
O evento foi tratado pela bancada de oposição como “a confra de R$ 600 mil”, o que provocou uma repercussão negativa e a suspensão da contratação e consequentemente do evento. Sim, o valor previsto para a contratação seria de R$ 610.000,00. No entanto, a realidade é diferente das narrativas criadas acerca do caso.
A verdade
Um evento que reúne 600 participantes ligados a um órgão como o IPA, custando o valor de R$ 610.000,00 que já inclui hospedagens, alimentação e uso de auditório por dois dias, sai ao custo de R$ 1.016,00 por pessoa, o que representa uma despesa diária de apenas R$ 508,00 pela permanência de cada servidor durante o evento.
Porque os servidores do IPA não podem desfrutar de uma atividade em local agradável, com comida boa e que proporcione um pouco de lazer nas horas vagas, depois de um ano inteiro de trabalho duro? Será pelo fato de serem simples trabalhadores?
A verdade é que Joaquim Neto deu vida ao IPA, órgão que era ofuscado, sucateado e sequer ninguém ouvia falar. Hoje, tem gente querendo tirá-lo da presidência, no grito, apenas para sentar em sua cadeira e colher aquilo que não plantou.












