Ismael Alves – No dia 10 de janeiro de 2020, Joselito Gomes estava sendo empossado ao cargo de conselheiro tutelar de Gravatá. A solenidade foi a mesma que também empossou Neném de Uruçu, além de mais outros três titulares eleitos naquela ocasião.
Aquela foi a primeira vez que Joselito e Neném tomavam posses de cargos eletivos. O prefeito era Joaquim Neto e a cerimônia de posse ocorreu nas dependências da prefeitura.
Naquele momento o Padre Joselito, como até hoje é conhecido o ex-sacerdote, já tinha o nome defendido para uma possível candidatura majoritária nas eleições municipais daquele ano, mas ainda eram poucos os entusiastas da ideia, embora seu nome já apresentasse um elevado nível de aceitação popular.
No decorrer da pré-campanha daquele ano, Joselito caiu na graça do povo. Sua história e exemplo de vida, tendo a família como o seu esteio, o projetou no cenário político e ele passou a ser o nome escolhido pelo PSB para Gravatá.
Todas as pesquisas indicavam que uma união em torno do padre era caminho viável para uma vitória sobre Joaquim Neto, então prefeito que enfrentava ampla reprovação popular e buscava renovar o mandato. A união entre as frentes de oposição foi selada e surgiu a chapa Joselito/Darita, vitoriosa naquele pleito.
A gestão de Joselito, iniciada em janeiro de 2021, não está imune a erros, claro, assim como qualquer outra. No entanto, é fato que o seu desempenho tem sido extremamente superior quando comparado a todos os últimos prefeitos que passaram por Gravatá.
Essa contrapartida reprojeta o gestor municipal em posição de liderança na pré-corrida eleitoral, elemento que evidencia uma iminente tendência do gestor quebrar o ‘tabu’ de que prefeito não se reelege em Gravatá.
Cientes disso, líderes de oposição têm buscado o diálogo acerca de uma possível união, afinal, impulsionado com as ações do seu mandato, não será tarefa fácil disputar uma eleição contra Joselito, que já está com o ‘modo turbo’ ativado.












