Ismael Alves – Já dizia Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e está de um jeito. Olha de novo e já mudou”. Em 2020, ano no qual disputou a reeleição na busca pelo 4° mandato como prefeito de Gravatá, Agreste, Joaquim Neto (PSDB) não obteve êxito e foi derrotado pelo Padre Joselito (PSB), atual prefeito. O resultado da eleição só foi possível graças à coalizão formada entre diferentes lideranças que faziam oposição ao governo tucano, contudo, apenas 6.401 separaram Joselito de Joaquim. O socialista recebeu 26.909 votos contra 20.508 do tucano.
Naquele momento, muita gente acreditava que era o fim de Joaquim Neto.
Em 2022, o ex-prefeito decidiu disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alepe) e obteve 11.728 votos, sendo 5.823 em Gravatá. Mais uma vez, muita gente viu aquele cenário como uma “pá de cal” sobre a vida política de Joaquim. No entanto, Raquel Lyra (PSDB) foi eleita e honrou a confiança de Joaquim Neto, aliado de primeira hora da atual governadora.
A conveniência da vitória de Raquel para Joaquim Neto chegou acompanhada de uma nomeação ao cargo de presidente do IPA. De olho em 2024, o tucano já começa a alçar vôo mirando a próxima eleição municipal. Nesta segunda-feira, 30, a Câmara vai julgar suas contas de 2017, com parecer de aprovação do TCE. Risco zero de ter dor de cabeça.














