Ismael Alves
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Reuters – O dólar sofreu nesta terça-feira, 28, a maior queda em quase dois anos, com o real na dianteira dos ganhos nos mercados globais de câmbio diante de um dia mais positivo para moedas de risco e com operadores realizando lucros após os recentes recordes do dólar.
Uma combinação de fatores pesou contra a moeda dos EUA nesta sessão, mas analistas destacaram a percepção de que, com a saída de Sergio Moro do governo, o presidente Jair Bolsonaro poderia se sentir mais “dependente” do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Moro e Guedes formavam a dupla de “superministros”, ambos vistos como importantes suportes ao presidente junto à opinião pública e ao mercado financeiro.
A expectativa de maior apoio a Guedes por parte do presidente teria como base o entendimento de que uma turbulência contínua nos mercados —como a vista na semana passada na esteira da atribulada saída de Moro— poderia prejudicar mais a avaliação geral sobre o governo.
Na sequência da demissão de Moro, aumentaram especulações de que Guedes poderia ser o próximo a deixar o governo, o que gerou grande volatilidade nos mercados e ditou fortes quedas na bolsa e altas acentuadas no dólar e nas taxas de juros de mercado.
Na véspera, porém, houve movimento de Bolsonaro no sentido de demonstrar mais alinhamento com o chefe da Economia. O presidente disse que “o homem que decide economia no Brasil é um só, chama-se Paulo Guedes”.

















