Ismael Alves – No último domingo, 04, o Brasil foi surpreendido por uma decisão do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo a aplicação do piso salarial da enfermagem, uma conquista legítima alcançada pela categoria, via Congresso e sancionada pelo presidente da República, contemplando, além de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras de todo o país.
Em apenas uma canetada, o homem da ‘capa preta’, termo popular que se refere à toga usada pelos ministros do STF, suspendeu, junto à sua decisão, uma vitória mais que merecida e fruto de décadas de luta travada pelos profissionais da enfermagem.
As justificativas são várias, mas nenhuma com a propriedade de quem enfrentou o até então desconhecido coronavirus na linha de frente, assim como os enfermeiros e demais profissionais que seriam beneficiados pelo piso. Muitos desses guerreiros perderam a vida na pandemia, lutando para salvar a vida de desconhecidos. O reconhecimento, infelizmente, é a falta de sensibilidade de quem se acha no direito de interferir em questões do Poder Executivo, quando deveria ser guardião da Justiça, aliás, o piso da enfermagem é uma questão de justiça.
É nesse cenário que surge o alerta para a necessidade de representação da categoria nas casas legislativas em todas as esferas. E, não basta apenas dizer que ‘representa a enfermagem’, mas é necessário que a representação seja autêntica, de quem vive na pele os desafios de ser enfermeiro e sabe o que é ser técnico, auxiliar, parteira e, o mais importante, cuidar e querer buscar uma estrutura melhor para quem é paciente.
É aí que surge a figura de Silmara Enfermeira (UB), uma nordestina de Gravatá, Agreste Central, que bem antes da canetada de Barroso já alertava para a necessidade do fortalecimento da enfermagem e da saúde pública como um todo. Segura de suas ideias e com vocação para a política, além de uma liderança natural, Silmara disputou as eleições municipais de 2016 e 2020, em Gravatá, buscando assento na Câmara. Mesmo não tendo sido eleita, obteve votações expressivas e não recuou, mas decidiu que era momento de lutar para representar a enfermagem e a bandeira pelo fortalecimento do sistema de saúde pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Concorrendo pela primeira vez ao cargo de deputada estadual pelo União Brasil, fazendo dobradinha com o deputado federal Luciano Bivar (UB), candidato à reeleição, Silmara Enfermeira, que também é mãe e empresária, teve sua candidatura impulsionada pela atitude de Barroso. A suspensão do piso revelou a urgência na necessidade de construção de representativa política da classe. Agora, cabe aos profissionais da enfermagem levantar a bandeira da categoria para que não continuem sujeitos às decisões tomadas pelos ‘Barrosos’ da vida…












