Foto: Alikam Paixão
Ismael Alves – Bem pertinho de Chã Grande, mas ainda integrando o território de Amaraji, municípios limítrofes da Zona da Mata de Pernambuco, está situado o Engenho Ninho das Águas. Dos tempos áureos da cana-de-açúcar, atividade que predominava no engenho, o que resta são apenas as lembranças trazidas pelos mais velhos e as histórias marcadas nas paredes imponentes do casarão que segue imune ao tempo.
É nessas terras do saudoso Alfredo Alves de Lima, in memorim – pai do ex-prefeito de Chã Grande, Daniel Alves, que a produção de uma fruta ainda pouco conhecida ganha espaço: a pitaya. A ‘fruta do dragão’, nome também atribuído ao fruto de origem mexicana, divide terreno com outras culturas como pitanga, goiaba, acerola, romã e graviola, carro-chefe da propriedade que é tocada pelo próprio Daniel.
Na tarde de hoje, estive mais uma vez no Engenho Ninho das Águias, lugar que vivi parte da minha infância. Pude encontrar um pomar repleto de pitayas das espécies vermelha e branca, além de uma promessa forte de uma nova safra que já se anuncia através da grande quantidade de flores que vêm se abrindo e lembrando a venha máxima que diz: “quem planta colhe”.
Há dois anos, durante uma dessas visitas na companhia do advogado Francisco Santana, amigo de longas datas, encontrei Daniel e Alikam, um dos seus muitos filhos, plantando as mudas das pitayas que hoje dão frutos maravilhosos.
















