
Ismael Alves – A rodada de conversas em Brasília entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e a cúpula nacional da Federação União Progressista, que reúne PP e União Brasil, terminou sem um desfecho formal sobre as vagas ao Senado. O presidente do PP, Ciro Nogueira, pediu 48 horas para discutir internamente o tema, adiando qualquer definição.
O encontro, realizado na noite da segunda-feira (6) na residência de Antônio de Rueda, presidente nacional do União Brasil, foi revelado inicialmente pelo Blog Dellas, da jornalista Terezinha Nunes.
Mesmo sem anúncio oficial, o que saiu da reunião foi um sinal político claro. A preferência de Raquel Lyra já está delimitada: Túlio Gadêlha (PSD) e Miguel Coelho (União Brasil).
Ao expor o cenário aos dirigentes, a governadora reconstruiu o caminho das negociações. Disse que procurou o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco e da federação no estado, em duas ocasiões distintas para oferecer a vaga. Nas duas vezes, ouviu não.
No mesmo relato, trouxe à mesa um episódio que ainda pesa na relação: o período em que o PP se afastou do governo estadual por cerca de um mês, após a aproximação de Da Fonte com o prefeito João Campos (PSB), hoje adversário direto na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
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Foi a partir dessas recusas, segundo a própria governadora, que ela fechou o compromisso político com Túlio Gadêlha e Miguel Coelho. Na reunião, deixou explícito que deu sua palavra aos dois nomes, o que, na prática, amarra sua posição na montagem da chapa.
O União Brasil se posicionou de forma objetiva, indicando respaldo a Miguel Coelho para o Senado e ao projeto de reeleição da governadora. Já Eduardo da Fonte evitou assumir um compromisso claro quando questionado, mantendo aberto o impasse dentro da federação.
Com o prazo solicitado por Ciro Nogueira, a definição ficou empurrada para os próximos dias. A tendência é que uma nova conversa ocorra de forma virtual na sexta-feira (10).
Participaram ainda da reunião o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) e André Teixeira Filho, ex-secretário de governo e dirigente do PSD em Pernambuco. Miguel Coelho não esteve presente. Eduardo da Fonte não respondeu aos contatos da imprensa.












