
Ismael Alves – Nova rodada de pesquisa Datafolha, publicada neste domingo (8), consolida o favoritismo do governador Tarcísio de Freitas na busca pela reeleição em São Paulo. O atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes aparece na frente em todos os contextos avaliados, mantendo distância segura sobre os adversários tanto na etapa inicial quanto em projeções de segundo turno.
Mesmo sem uma definição oficial do Palácio do Planalto sobre o representante da esquerda no estado, o levantamento testou figuras de peso do primeiro escalão federal. Os resultados mostram que Tarcísio conserva uma vantagem que oscila entre 50% e 60% dos votos válidos em embates diretos.
Desempenho no primeiro turno
No cenário que envolve o ministro Fernando Haddad, Tarcísio registra 44% das intenções de voto contra 31% do petista. Na sequência, aparecem Kim Kataguiri e Paulo Serra, ambos com 5%, seguidos por Felipe D’Avila, com 3%. O grupo de eleitores que optaria por branco ou nulo soma 11%, enquanto 1% não soube responder.
A margem do governador cresce quando o oponente é o vice-presidente Geraldo Alckmin. Nesse quadro, Tarcísio sobe para 46%, enquanto Alckmin atinge 26%. Paulo Serra marca 6%, Kim Kataguiri 5% e Felipe D’Avila 3%. Votos brancos e nulos representam 13% e os indecisos são 2%.
Já em um teste contra a ministra Simone Tebet, o atual governador alcança seu melhor patamar, chegando a 49%. Tebet aparece com 19%, Paulo Serra com 7%, Kim Kataguiri com 4% e Felipe D’Avila com 3%. O percentual de brancos e nulos sobe para 15%, com 2% de indecisos.
Cenário com fragmentação da esquerda
O Datafolha também mediu o impacto de uma disputa com três nomes do campo progressista. Tarcísio permanece com 44%, seguido por Fernando Haddad com 28% e Márcio França com 5%. Kim Kataguiri e Paulo Serra registram 4% cada, enquanto Felipe D’Avila tem 2%. Brancos e nulos totalizam 11% e 1% não opinou.
Simulações de segundo turno
Nas projeções para uma rodada final, a hegemonia de Tarcísio de Freitas se repete contra todos os cotados:
Frente a Fernando Haddad, o governador venceria por 52% a 37%. Brancos e nulos seriam 10% e 1% não saberia em quem votar.
Em um embate contra Geraldo Alckmin, o placar seria de 50% para o atual mandatário e 39% para o vice-presidente. Os votos brancos, nulos ou nenhum somam 10%, com 1% de indecisos.
Contra Simone Tebet, a diferença é a mais acentuada: 58% para Tarcísio contra 28% da ministra. Nesse recorte, 12% votariam em branco ou nulo e 2% não responderam.
O levantamento ouviu 1.608 eleitores com idade a partir de 16 anos, distribuídos em 71 municípios paulistas. As entrevistas ocorreram entre os dias 3 e 5 de março. O estudo apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.











