
Ismael Alves – Em meio às denúncias da delegada Natasha Dolci, da Polícia Civil de Pernambuco, que tem denunciado abertamente “perseguições” dentro da própria corporação, incluindo assédio moral, assédio sexual, sumiço de armas e manobras para mascarar estatísticas de crimes, a Governadora Raquel Lyra (PSD) e a vice-governadora Priscila Krause optam pelo silêncio, mesmo diante de vídeos em que a delegada faz pedidos explícitos de “socorro”.
O silêncio de Raquel Lyra e Priscila Krause não decorre de desconhecimento do caso. A Governadora, inclusive, é responsável pela nomeação de alguns dos servidores denunciados por Natasha Dolci por supostas irregularidades na cúpula da Polícia Civil, o que torna a omissão opcional.
Além disso, para manter o silêncio e evitar cobranças públicas, o perfil oficial da governadora bloqueou Natasha Dolci no Instagram, segundo afirmação da própria delegada ao editor deste blog.
A deputada estadual Gleide Ângelo (PSB-PE), delegada aposentada da Polícia Civil, também se manifestou nas redes sociais, lamentando a postura do governo e cobrando um posicionamento Raquel Lyra sobre o caso. A governadora detém sobre seu gabinete a homologação da demissão de Natasha Dolci pela SDS-PE, mas até o momento não houve despacho final.
Em dois anos, Natasha Dolci foi transferida de delegacia 14 vezes, situação que ela aponta como uma das formas de “perseguição” em retaliação às denúncias. A SDS-PE, ao solicitar sua demissão, alegou “transgressão disciplinar”.











