
Ismael Alves – O Governo de Pernambuco, sob o comando de Raquel Lyra (PSDB), parece ter deixado Chã Grande fora do seu GPS administrativo. A rodovia estadual PE-71, que conecta o município à BR-232, está em estado de abandono. O cenário é resultado da falta de manutenção regular, um contraste gritante com os tempos em que Sebastião Oliveira, à frente da Secretaria de Transporte, garantiu a total requalificação da via a pedido do aliado, Diogo Alexandre, atual prefeito, transformando a estrada em um marco de mobilidade para a região.
Em novembro, durante o Congresso de Vereadores da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), em Triunfo, a governadora foi informada pessoalmente sobre a situação pelos representantes do Legislativo de Chã Grande, a exemplo dos vereadores Ademir Batista, presidente da Câmara Municipal, e Gilvan Bolão. Mas, aparentemente, nem o esforço político foi suficiente para fazer com que a PE-71 fosse lembrada no planejamento do Palácio do Campo das Princesas. O Executivo, ainda sob a administração de Diogo Alexandre, que encerra um ciclo de oito anos, também não é ouvido. Certamente, pelo seu apoio a então candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes.
E não para por aí. A gestão estadual acumula outros “feitos” de esquecimento na cidade. A construção de uma nova escola estadual, cuja terraplanagem já havia começado antes do início do governo de Raquel, segue no limbo, sem sinais de retomada. O mesmo ocorre com a ampliação da Estação de Tratamento da Compesa, obra que ficou paralisada por mais de um ano e só foi reativada após pressão da Câmara Municipal, que promoveu audiência pública sobre o tema e levou o assunto ao Palácio do Campo das Princesas. Mesmo assim, a promessa de conclusão para setembro não foi cumprida, deixando a população refém de um abastecimento precário.
Sem palanque político em Chã Grande, Raquel Lyra parece administrar o Estado com um mapa onde algumas cidades simplesmente não existem. Enquanto isso, a população segue enfrentando buracos na estrada, desprezo na educação, deficiência no abastecimento de água – e na esperança de que algo mude.











