Ismael Alves – O saudoso gravataense Oswaldo Alves, sepultado nesse domingo (7), em Pesqueira, era mesmo um sujeito autêntico e firme em seus posicionamentos. Ele não hesitava em expressar suas opiniões, principalmente quando se tratava de política. Ele não estava preocupado em agradar ou desagradar a quem pudesse ouvir, mas sempre determinado a expressar suas ideias e pontos de vista.
Certa vez, na noite de 18 de maio de 2017, eu e Cleiton Pereira, que dividia comigo o comando do programa Café com Política, estávamos novamente diante de Oswaldo frente aos microfones da Rádio Gravatá FM. Ele era o nosso convidado em mais uma edição.
Aquele era o quinto mês do mandato mais recente do então prefeito Joaquim Neto (PSDB), que havia retornado ao poder graças ao resultado das eleições 2016. Naquele pleito os irmãos Oswaldo Alves e Fernando Arábia concorreram à prefeitura em uma chapa literalmente puro sangue. Eles foram candidatos pelo Partido da Causa Operária (PCO).
Oswaldo ainda nutria a mesma postura crítica das eleições sobre o prefeito. Em dado momento da entrevista, ele citava uma revolta dos vendedores informais contra o gestor municipal, que na tentativa de organizar o comércio de Gravatá, passou a adotar duras medidas contra os ambulantes.
Oswaldo, ao comentar o caso, afirmou que, em conversa com ambulantes insatisfeitos que teriam votado no prefeito, em 2016, teria lembrado que o então chefe do Executivo estava apenas agindo como sempre agiu. Concluindo o seu raciocínio, fez uma dura analogia entre Jesus e o demônio. O objetivo era alfinetar o prefeito. “O demônio é de um lado, Jesus é do outro. Jesus nunca vai deixar de ser bom e amar. Demônio sempre vai carregar mais um para o inferno”, provocou.
Veja o vídeo:
(A opinião do entrevistado não representa ou expressa o pensamento dos apresentadores ou deste blog)












