
Ismael Alves – O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de sexta-feira (23), na TV Globo, teve troca de ofensas, cobranças e pedidos de desculpas. O episódio começou quando o senador se referiu ao presidente como “nove dedos”, expressão que motivou Lula a solicitar direito de resposta.
Ao se manifestar, o presidente rebateu a declaração, chamou Flávio de “miliciano” e destacou sua trajetória profissional, afirmando que sabe o que significa trabalhar e ter carteira assinada.
“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Nunca trabalhou na vida e não sabe o que é uma carteira profissional”, declarou Lula durante o direito de resposta.
Após a fala do presidente, Flávio Bolsonaro pediu desculpas pelo comentário. “Se eu ofendi, eu te peço desculpas, não queria te ofender”, afirmou o senador. Em seguida, porém, questionou se Lula também pediria desculpas pelos problemas que, segundo ele, afetam o país durante o atual governo.
Flávio critica governo Lula
Ao longo do debate, o senador apontou o endividamento das famílias, o preço dos alimentos, a violência contra as mulheres e o aumento da população em situação de rua como problemas que precisam ser enfrentados.
Flávio também questionou o anúncio de reajuste do Bolsa Família, feito a 17 dias do primeiro turno, e citou as ações realizadas na região da Cracolândia, em São Paulo, durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), como referência para o tratamento da questão das drogas.
Lula defendeu as políticas sociais de seus governos e afirmou que ainda existem medidas a serem implementadas. Ao responder às críticas, declarou: “Quem tem que pedir desculpa ao Brasil é a elite brasileira”.
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Último debate antes do segundo turno
O encontro da TV Globo foi o último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo (25).
Além das acusações e dos embates pessoais, os candidatos apresentaram propostas e defenderam suas trajetórias diante do eleitorado na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.












