
Ismael Alves – O ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) oficializou nesta terça-feira (6) seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito em Goiânia, dois dias após a realização do primeiro turno, quando Caiado terminou a corrida ao Palácio do Planalto na quinta colocação.
A manifestação ocorreu durante um ato que reuniu aliados e contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do governador de Goiás, Daniel Vilela. Ao justificar sua decisão, Caiado afirmou que o apoio representa uma questão de coerência política.
A declaração ocorre poucas semanas depois de o ex-governador ter feito críticas duras a Flávio Bolsonaro e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a campanha, Caiado chegou a classificar os dois como “os dois maiores assaltantes que o Brasil conhece”.
No primeiro turno, Caiado disputou espaço entre os nomes da direita e teve Flávio Bolsonaro como um dos principais concorrentes pelo eleitorado conservador. Com o resultado das urnas, o candidato do PSD ficou fora da segunda etapa, que será disputada entre Flávio e Lula.
PSD mantém neutralidade, mas Caiado entrega propostas a Flávio
Apesar da decisão pessoal de Caiado, o PSD optou por manter uma posição oficial de neutralidade e liberou seus filiados para apoiarem qualquer um dos candidatos que avançaram ao segundo turno.
Durante o ato em Goiânia, Caiado também entregou a Flávio Bolsonaro um documento reunindo propostas consideradas convergentes entre as duas campanhas. O senador afirmou que o apoio recebido ultrapassa a dimensão eleitoral e destacou os pontos de aproximação entre os dois grupos políticos.
“Esse apoio que recebo agora é importante. É mais que política, é sentimental. Temos vários pontos convergentes”, afirmou Flávio.
Durante o evento, apoiadores de Caiado chegaram a gritar “ministro”, em uma sinalização sobre a possibilidade de participação do ex-governador em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Caiado, porém, afirmou que uma definição sobre o assunto caberá ao presidente da República, caso Flávio seja eleito. O senador evitou comentar a possibilidade.
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