
Conta vazia – Repercutiu ao longo da semana a declaração de bens da governadora Raquel Lyra (PSD) à Justiça Eleitoral no momento em que solicitou o registro da candidatura à reeleição em 2026. Ao todo, o patrimônio declarado pela gestora soma R$ 359.498,33, composto por aplicações em renda fixa, um apartamento em Jaboatão dos Guararapes avaliado em R$ 289 mil e um saldo de apenas R$ 1 (sim, um real) em conta corrente.
Contraste – João Campos, candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, contrasta com Raquel Lyra até nas declarações de bens. O socialista informou patrimônio de R$ 2.892.723,46, sendo a maior parte em aplicações financeiras. Do total, R$ 100 mil são de quotas em empresa e pouco mais de R$ 40 mil dizem respeito a outros bens e direitos. Em relação a 2024, quando declarou cerca de R$ 2,5 milhões, houve uma ampliação próxima de R$ 300 mil.
Miguel à la Marília – O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), redesenhou a própria rota. Depois de trocas de farpas com Eduardo da Fonte e de ensaiar uma candidatura ao Senado, chegando a dizer que não disputaria outro cargo, acabou assumindo candidatura à Câmara Federal no apagar das luzes das convenções. Movimento que lembra o de Marília Arraes em 2018, quando sustentou até o fim o discurso de disputar o governo para, no desfecho, disputar vaga na Câmara Federal.
Suspiro – A direita pernambucana, até então abrindo e fechando a boca como peixe em ambiente com pouco oxigênio, sob um comando fragilizado que levou o partido à desidratação ao longo dos últimos anos, ganhou fôlego com o lançamento da candidatura de Mendonça Filho ao Senado. A única jogada expressiva do PL no Estado desde o fim das eleições 2022, quando viu quadros relevantes tomarem outros destinos em meio a desentendimentos internos.













