
Ismael Alves – Durante passagem por Gravatá na última segunda-feira (13), o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), cumpriu agenda de entrevista na Rádio Gravatá FM (92,3 Mhz).
Sabatinado pelo radialista Jota Silva e convidados, entre eles o editor deste blog, o pessebista respondeu sobre sua capacidade de interlocução com o eleitorado conservador.
O questionamento surgiu após o diretor da emissora, o empresário João Machado Guimarães, declarar abertamente apoio a João Campos relembrando sua amizade com o ex-governador Eduardo Campos.
Diante do perfil assumidamente de direita e conservador de João Machado, que já foi candidato a deputado federal pelo PL, questionei se o pré-candidato, que se declara progressista e eleitor de Lula, consegue dialogar com essa ala do eleitorado.
Em resposta, João Campos afirmou que sua posição ideológica não o impede de conversar com quem pensa diferente. “O problema de hoje é que as pessoas só olham para as divergências. Ninguém olha para aquilo que nos une, que nos aproxima. Aí as pessoas ficam brigando por coisas às vezes menores e deixam de cuidar do que é essencial”, pontuou.
Para sustentar sua tese, o pré-candidato lembrou os 78% dos votos válidos que obteve na reeleição para a Prefeitura do Recife em 2024, o que, para ele, reafirma sua capacidade de governar para todos. João Campos defendeu que, após o pleito, é necessário “sair do palanque” e não permitir que a política se torne um ambiente de separação entre as pessoas.
Alfinetando Raquel Lyra
No encerramento do raciocínio, o pessebista disparou o que foi interpretado como uma alfinetada à governadora Raquel Lyra, que tem evitado declarar seu posicionamento para presidente da República: “As pessoas respeitam quem tem posição. O importante é ter posição, sua posição não ser uma ofensa a outras pessoas e você, governando, dar resultado”.












