
Ismael Alves – O blog traz mais um recorte que ilustra a série “fazendo política como se não houvesse amanhã”. Novamente, a protagonista é a ex-deputada federal Marília Arraes, agora pré-candidata ao Senado pela Frente Popular de Pernambuco. A coalizão é liderada pelo PSB e tem como principal liderança o prefeito do Recife, João Campos, que deve disputar o Governo de Pernambuco nas eleições deste ano.
Arquivos com críticas ao PSB ressurgem em meio à reaproximação política
Marília tem demonstrado otimismo e conforto com a atual acomodação política. No entanto, nem sempre a relação foi tão amistosa, especialmente com João Campos e, principalmente, com o PSB.
Embora tenha sido eleita vereadora do Recife por três vezes, sendo, duas pelo PSB, Marília deixou o partido em meio a um rompimento marcado por fortes críticas. Desde então, o cenário político passou por mudanças significativas, culminando em uma reaproximação que recoloca a neta de Miguel Arraes no campo socialista, ainda que hoje filiada ao PDT.
Uma das declarações mais duras contra o PSB, foi concedida à Folha de Pernambuco durante solenidade na Câmara do Recife em memória do centenário de Miguel Arraes, em dezembro de 2016.
Na ocasião, ao ser questionada sobre a relação do partido socialista com o legado de Arraes, Marília foi direta:
“O PSB não se importa com a história de Arraes. O PSB traiu Arraes. Isso se mostra com todos os direcionamentos à direita que o partido tem feito. Então, a gente tem que lembrar sempre que a história de Arraes, a luta de Arraes, não é propriedade de uma família, de quem tem o sobrenome, ou de quem tem o partido, ou de uma pessoa. A história de Arraes faz parte da história do Brasil e faz parte da luta do povo brasileiro.”
As imagens daquele momento, resgatadas pelo blog, reaparecem como um fantasma que insiste em revisitar o passado político de Marília Arraes, sobretudo em um contexto de reconfiguração de alianças e reposicionamento de posicionamento político.













