
Ismael Alves – As movimentações políticas nos Poderes Legislativos Municipais já começam a ganhar fôlego com a proximidade da eleição interna para a Mesa Diretora. O pleito que deve correr ao final deste ano definirá quem presidirá as Câmaras durante o biênio 2027/2028.
Na Casa Paulo Viana de Queiroz, sede do Poder Legislativo de Chã Grande, não é diferente. Embora as articulações ocorram tradicionalmente nos bastidores, dois nomes do grupo liderado pelo prefeito Sandro Advogado já sustentam o interesse pela presidência: a vereadora Célia de Jaci e o vereador Jadinho da Ceasa.
Atualmente, o comando da Câmara está sob a responsabilidade do vereador Ademir Batista. Ele encerrará seu segundo biênio na presidência em dezembro deste ano, abrindo caminho para uma nova gestão a partir de janeiro de 2027.
A trajetória de Célia de Jaci
A vereadora Célia de Jaci carrega um sobrenome de forte peso político, sendo filha do saudoso ex-prefeito Jaci Moreira. Sua história na política chã-grandense é marcada pelo pioneirismo: foi a primeira mulher a disputar a prefeitura de Chã Grande, em 2004, e a primeira a concorrer ao cargo de vice-prefeita, em 2008.
Com uma sequência de três mandatos consecutivos na Câmara, tendo sido eleita em 2016 e reeleita em 2020 e 2024, Célia ocupa hoje o cargo de primeira secretária da Mesa Diretora. Caso consolide sua vitória na disputa interna, ela alcançará mais um marco histórico, tornando-se a primeira mulher eleita para a presidência do Poder Legislativo municipal.
Jadinho da Ceasa entre as novas lideranças
Do outro lado da articulação está Jadinho da Ceasa, parlamentar que exerce seu primeiro mandato após ser eleito nas eleições de 2024. Com forte vínculo ao setor da agricultura e representante de uma nova força no legislativo, Jadinho coloca seu nome como opção para o próximo biênio.
A pré-disputa, embora movimente os bastidores e gere expectativas sobre o futuro da gestão da Casa, ocorre em um clima de naturalidade. Célia e Jadinho mantêm um bom relacionamento, preservando a unidade do grupo político. Assim, a eleição da Mesa Diretora se desenha como um processo de diálogo, estratégico para a condução dos projetos e para a continuidade da parceria entre os poderes nos próximos anos da gestão municipal. Apenas vereadores votam na escolha da Mesa Diretora.










