
Autorização do STF ocorre mais de 24 horas após a queda de Bolsonaro
Ismael Alves – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos, mais de 24 horas após a queda sofrida por ele dentro da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Bolsonaro caiu na madrugada da terça-feira (6), e bateu a cabeça em um móvel da sala especial onde está custodiado. Em um primeiro momento, o episódio foi tratado como causador de um traumatismo craniano classificado como leve, conforme relatório médico da Polícia Federal, servindo como base na decisão inicial de Moraes em não autorizar a remoção imediata do ex-presidente para uma unidade hospitalar.
LEIA TAMBÉM: Casamento de João Campos e Tabata Amaral será em fevereiro no Recife
A autorização só foi concedida após a defesa apresentar pedidos médicos específicos, solicitando a realização de tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, exames voltados à avaliação de possíveis alterações neurológicas decorrentes do impacto.
A negativa inicial do ministro gerou forte reação de apoiadores de Bolsonaro, que passaram a questionar a demora na liberação para exames mais aprofundados, sobretudo diante do histórico clínico do ex-presidente. A situação ganhou ainda mais repercussão após manifestações públicas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Michelle afirmou que a vida do ex-presidente estava nas mãos da Procuradoria-Geral da República, ao criticar o que considerou demora e excesso de formalidades para garantir atendimento hospitalar adequado após a queda.
Relatório médico elaborado pela Polícia Federal na própria terça-feira apontou que Bolsonaro apresentava ferimento superficial cortante no rosto e no pé esquerdo, encontrava-se consciente e orientado, sem sinais de déficit neurológico, com motricidade e sensibilidade preservadas nos membros superiores e inferiores. O documento também registrou leve desequilíbrio ao se colocar em pé.
Na decisão que autorizou a ida ao hospital, Alexandre de Moraes relembrou que, em 22 de novembro de 2025, determinou a disponibilidade de atendimento médico em tempo integral ao ex-presidente, medida que, segundo o ministro, garantiu o atendimento imediato após a queda, sem indicação técnica de remoção emergencial naquele momento.
Histórico de complicações
Bolsonaro tem 70 anos e possui um histórico de saúde delicado desde a facada sofrida em setembro de 2018, durante a campanha presidencial, episódio que resultou em múltiplas cirurgias, longos períodos de internação e complicações recorrentes, especialmente na região abdominal e no sistema digestivo.
Nos últimos meses de 2025, ele passou por novos procedimentos cirúrgicos e internações no próprio Hospital DF Star, incluindo cirurgias e tratamentos relacionados a complicações decorrentes desse histórico, tendo recebido alta poucos dias antes de retornar à custódia da Polícia Federal.
Por determinação do STF, o transporte de Bolsonaro até o hospital será feito pela Polícia Federal, com esquema de segurança discreto, e o desembarque ocorrerá diretamente pela garagem da unidade hospitalar.













