
Perícia detalha achados nos colchões do posto policial no Cabo de Santo Agostinho
Ismael Alves – O posto policial do Batalhão de Polícia Rodoviária de Pernambuco (BPRv) no município de Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, onde uma mulher de 48 anos denunciou ter sido estuprada por um subtenente da Polícia Militar durante uma blitz, agora revela vestígios que extrapolam o caso específico. De acordo com reportagem do Diário de Pernambuco, a perícia identificou fragmentos de sêmen em quatro colchões usados no alojamento masculino e na sala da unidade policial. Os laudos apontam que o material genético corresponde a pelo menos sete indivíduos distintos, entre perfis masculinos e femininos, e em um dos colchões foi detectada uma “mistura” de perfil genético masculino + feminino; em outro, mistura de dois perfis masculinos.
Fica claro que, embora o local seja usado como posto policial e com acesso restrito a civis, ele possui indícios de uso que fogem à finalidade institucional. A vítima alegou que o suposto abuso sexual aconteceu enquanto ela permanecia em pé, sem o uso de colchão algum, o que pode explicar por que não foram encontrados vestígios do acusado. O laudo confirma que nenhum dos perfis genéticos identificados corresponde ao do subtenente Luciano Valério de Moura, acusado no processo.
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