
Ação dá destaque nacional a Cláudio Castro e o coloca entre nomes cogitados à disputa pela Presidência
Ismael Alves – A megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro terminou com mais de 120 mortos. Quatro policiais perderam a vida, enquanto os demais eram integrantes de facções criminosas que decidiram enfrentar as forças de segurança, segundo dados oficiais do Governo do Rio. O episódio ganhou enorme repercussão dentro e fora do país e incendiou o debate sobre o enfrentamento ao crime organizado, além de influenciar até as percepções sobre as eleições presidenciais de 2026, apontando o governador Cláudio Castro como uma nova possibilidade no tabuleiro da direita nacional.
Na contramão
Se por um lado o Governo Federal, sob o comando do presidente Lula (PT), criticou a operação policial autorizada por Castro, do outro, nas redes sociais, a reação popular mostrou-se amplamente contrária à posição do Planalto. A maioria dos internautas manifestou apoio à força policial, interpretando as mortes como resultado direto do confronto armado e lamentando, sobretudo, a perda dos policiais.
Falando para gregos e troianos
O Governo Federal adota um discurso que soa dúbio. Fala em combater o crime, mas com uma linguagem que parece buscar agradar tanto os que são vítimas da violência quanto os que a promovem. Nesse cenário de meio termo, Cláudio Castro, até então pouco conhecido fora do Rio, ganha projeção nacional ao apoiar, sem titubear, uma operação de grande porte contra o poder das facções, mostrando que, quando há vontade de quem governa, o Estado tem força para retomar o controle de territórios antes dominados pelo crime.
Nas mãos TSE
A dúvida agora é se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai manter Cláudio Castro elegível, já que será julgado na próxima semana por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.













