
Ismael Alves – O ativista em defesa dos povos do campo, Val Pessoa, tem percorrido diversas comunidades rurais de Gravatá, onde atua há 25 anos em prol da agricultura familiar. Através da vivência adquirida no dia a dia, ele relata com precisão os desafios enfrentados pelos agricultores diante da estiagem que tem agravado a vida no campo.
Água pouca e salobra
Em uma de suas visitas ao Sítio Crecré, Val destacou o desafio de fazer a terra produzir diante da escassez de água, uma característica natural do local.
“Muitos agricultores enfrentam o problema da água salobra, além da escassez hídrica. Em alguns casos, a água é tão salobra que nem mesmo serve para irrigação, sendo útil apenas para lavar roupas e pratos”, afirmou.
Aquecimento climático e seus impactos
Já no Sítio Caranguejo, situado entre Gravatá e Barra de Guabiraba, Val relata outra face do desafio no campo. Apesar de ser uma região de brejo, tradicionalmente rica em água, o aumento das temperaturas está modificando o cotidiano dos produtores locais.
Durante a visita a um produtor de inhame, ele observou que, para driblar a rápida evaporação da água, o agricultor passou a irrigar a lavoura durante a madrugada. “Esse ajuste é fruto direto das dificuldades trazidas pelas mudanças climáticas, especialmente pelo aquecimento”, explicou Val.

O papel essencial do apoio ao agricultor
Val também ressaltou o papel fundamental das políticas públicas e das ações de suporte ao trabalhador rural promovidas por diferentes esferas — incluindo a prefeitura, órgãos independentes, o Governo do Estado e o Governo Federal.
Ele citou iniciativas desenvolvidas ao longo dos anos, como a abertura e limpeza de barreiros, instalação de dessalinizadores, construção de cisternas, perfuração de poços artesianos e distribuição de sementes, medidas que têm amenizado os impactos do clima severo para o homem do campo.
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A força que vem do campo
Apesar das adversidades naturais, Gravatá continua se destacando por sua rica e diversificada produção agrícola, que abrange folhagens, tubérculos, raízes, frutas, flores e diversos outros cultivos.
“Se o campo não planta, a cidade não janta. Por isso, cada ação de apoio ao agricultor tem um impacto que vai muito além da zona rural. É uma luta diária que vale a pena, pois dela vem o sustento e a riqueza que abastecem as mesas das cidades”, concluiu Val Pessoa.














