
Ismael Alves – A censura, até então considerada algo distante, tornou-se uma realidade que nos atinge diretamente e que também afeta boa parte do mundo. Agravando essa situação, muitos de nós, como cordeiros cegos sendo conduzidos ao abate, sequer paramos para refletir a quem interessa o controle sobre o que podemos ou não dizer nas redes sociais.
O mais alarmante é que, frequentemente, vemos pessoas influentes em diferentes esferas da sociedade defendendo o controle das mídias sob o pretexto de “regulação das redes sociais”. Tal discurso, amplamente disseminado por determinados políticos, induz grande parte da população a aceitar essa ideia, que pode ser comparada a um salto rumo ao abismo, em termos figurativos.
A Constituição Federal é clara ao assegurar o direito à livre manifestação do pensamento. Por isso, qualquer tentativa de determinar o que pode ou não ser dito, seja nas redes sociais ou em veículos de imprensa, não passa de apologia à censura e, por extensão, à ditadura. É importante destacar que defender a liberdade de expressão não significa, de forma alguma, compactuar com a disseminação de informações falsas, calúnias ou difamações.
Esse cenário tornou-se ainda mais evidente durante as eleições municipais de 2024, quando o discurso de combate às “fake news” foi frequentemente utilizado como manobra jurídica para silenciar acusações e escândalos envolvendo figuras públicas em todas as esferas do poder. Essa realidade recente é um exemplo de caso concreto da gravidade de se impor qualquer forma de controle sobre a liberdade de expressão.
A defesa da liberdade de pensamento e expressão não é questão de ideologia, tampouco depende de ser de direita ou esquerda, de votar em Lula ou Bolsonaro. É uma questão fundamental que ultrapassa disputas políticas e que é do interesse de cada um de nós.
Vale lembrar que até mesmo Mark Zuckerberg, ao anunciar o fim da ferramenta de “checagem de fatos” no Facebook e Instagram – que muitas vezes foi usada de forma equivocada e injusta –, parece ter reconhecido os perigos inerentes a esse tipo de controle. E então, cabe a pergunta: será que até ele está equivocado e apenas aqueles que acreditam que nenhuma pessoa pode ser responsável pelo que expressa ou produz estão certos? Isso é coisa de ‘democracia de shopee’ e não nos interessa.

Ismael Alves – A censura, até então considerada algo distante, tornou-se uma realidade que nos atinge diretamente e que também afeta boa parte do mundo. Agravando essa situação, muitos de nós, como cordeiros cegos sendo conduzidos ao abate, sequer paramos para refletir a quem interessa o controle sobre o que podemos ou não dizer nas redes sociais.
O mais alarmante é que, frequentemente, vemos pessoas influentes em diferentes esferas da sociedade defendendo o controle das mídias sob o pretexto de “regulação das redes sociais”. Tal discurso, amplamente disseminado por determinados políticos, induz grande parte da população a aceitar essa ideia, que pode ser comparada a um salto rumo ao abismo, em termos figurativos.
A Constituição Federal é clara ao assegurar o direito à livre manifestação do pensamento. Por isso, qualquer tentativa de determinar o que pode ou não ser dito, seja nas redes sociais ou em veículos de imprensa, não passa de apologia à censura e, por extensão, à ditadura. É importante destacar que defender a liberdade de expressão não significa, de forma alguma, compactuar com a disseminação de informações falsas, calúnias ou difamações.
Esse cenário tornou-se ainda mais evidente durante as eleições municipais de 2024, quando o discurso de combate às “fake news” foi frequentemente utilizado como manobra jurídica para silenciar acusações e escândalos envolvendo figuras públicas em todas as esferas do poder. Essa realidade recente é um exemplo de caso concreto da gravidade de se impor qualquer forma de controle sobre a liberdade de expressão.
A defesa da liberdade de pensamento e expressão não é questão de ideologia, tampouco depende de ser de direita ou esquerda, de votar em Lula ou Bolsonaro. É uma questão fundamental que ultrapassa disputas políticas e que é do interesse de cada um de nós.
Vale lembrar que até mesmo Mark Zuckerberg, ao anunciar o fim da ferramenta de “checagem de fatos” no Facebook e Instagram – que muitas vezes foi usada de forma equivocada e injusta –, parece ter reconhecido os perigos inerentes a esse tipo de controle. E então, cabe a pergunta: será que até ele está equivocado e apenas aqueles que acreditam que nenhuma pessoa pode ser responsável pelo que expressa ou produz estão certos? Isso é coisa de ‘democracia de shopee’ e não nos interessa.










