
Ismael Alves – Desde que tomou posse para o seu terceiro mandato, o presidente Lula (PT) adotou uma postura de reaproximação e concessão com países vizinhos – o que é importante para o Brasil -, entre eles a Venezuela. Logo de início, abriu as portas do Palácio do Planalto para o ditador Nicolás Maduro, que foi recebido com honras de chefe de Estado, intensificando uma relação cultivada pelo PT desde os primeiros mandatos de Lula. Essa proximidade era justificada pelo próprio presidente como um esforço de “nova narrativa” sobre o regime venezuelano, sugerindo que a crise fosse apenas uma questão de discurso desfavorável.
Mas o cenário mudou drasticamente com a última eleição presidencial na Venezuela, repleta de denúncias de fraude, opacidade no processo e perseguições políticas. Sob pressão internacional, Lula decidiu impor condições para reconhecer a vitória de Maduro, atitude que foi vista pelo venezuelano como uma traição. O episódio recente de Essequibo, onde Lula se posicionou contrário às reivindicações territoriais da Venezuela, apenas acirrou ainda mais os ânimos.
O resultado? Maduro, agora, alfineta frequentemente o Brasil e o próprio Lula. Em uma publicação que passou a circular nesta quinta-feira (31), uma imagem com o rosto de Lula escurecido e a frase intimidante dirigida ao Brasil deixou clara a mudança de tom do presidente venezuelano.
Resta a moral: o que Lula esperava colher de uma amizade com um ditador? O que antes parecia uma estratégia de aliança – condenada desde sempre pela maioria das população brasileira – agora mostra as espinhosas consequências de estender a mão a regimes autoritários.












