Vivemos imersos numa sociedade que pressupõe valores materiais e a educação se encontra em um cenário de conflitos e desorientação. O conflito se calça de elementos de criatividade, curiosidade e admiração e isso não é valorizado no mundo contemporâneo.
O sistema capitalista se solidariza de valores que acumulam a partir do crescimento material/econômico e como conseguinte, mata a esperança e a expertise racional. Nesse sentido, os operadores do saber (professores), vivem em um ambiente nebuloso, que desorganiza ações relevantes para encontrarmos caminhos que desperte a contemplação perene pela sabedoria.
Conhecer o ambiente educacional exige do educador uma sensibilidade aguçada e isso deve ser demonstrada em sua rotina identitária e que não deve ser transitória. De sorte, nossa atividade pedagógica nos ajuda a elucidar os mistérios muitos e aparentes no meio social. Não se pode destacar os limites impostos por setores dessa sociedade que é potencializada por padrões, estereótipos e desnaturalização de conceitos que visem agregar.
A pedagogia do afeto nos inquieta, nos inclina a “sairmos da árvore” para conhecermos a floresta. Nessa flora permeada de possibilidades, encontraremos as agruras atraídas pelo cruel aparelho político ideológico, que se posiciona a produzir cada vez mais distanciamentos e inviabilizar reflexões.
É a partir da inversão de posicionamentos que iremos encontrar novos rumos para uma pedagogia eficiente e porque não salvífica. A racionalidade é a base da construção dessa nova forma de encontrar as soluções para essas distorções.
Precisamos buscar toras que transforme recrudescimento em movimento, inércia em criatividade, ingerência intelectual em criatividade.
Cabe a nós, homens e mulheres da docência, a luz dos nossos saberes múltiplos, promovermos essa travessia que se resume em amor pelo saber = Philia + sophos.
Márcio Bezerra – professor especialista, servidor público, pós-graduando em Coordenação e Gestão Educacional.













