No início da tarde de domingo, dia 08 de janeiro de 2023, o povo brasileiro assistiu atônito aos atos de vandalismo oferecidos por pessoas desacreditadas com a decência, ordem e o patriotismo.
Fachadas e interiores dos palácios que representam o Estado de Direito Democrático, foram afanados por indivíduos que trajavam bandeiras nacionais e camisas que remetiam a as cores da nossa pátria.
A tragédia foi anuncia. “Seitas” que representam atos criminosos já se organizavam em grupos de aplicativos de mensagens e redes sociais. Mas quem deve promover a segurança no Distrito Federal? Segundo a norma da legislação, o Governo do Distrito Federal (GDF) é que deve prover a ordem social na praça dos três poderes.
O que se sabe até o presente é que pessoas foram recrutadas para depredarem símbolos dos poderes constituídos da República, sob a ótica talvez de não reconhecerem o resultado das eleições de outubro de 2022. Com o mote de que o Ministro e Presidente do Superior Tribunal Eleitoral, Alexandre de Moraes, não disponibilizou o famoso Código Fonte do processo eleitoral.
Atos golpistas não são nenhuma novidade nas manchetes de jornais no Brasil. Os últimos anos assistimos a algum tipo de ilação, como forma de colocar em xeque o processo eleitoral tupiniquim. As digitais do regresso e desordem arregimentaram seguidores para ações no mínimo duvidosas ao crivo da justiça, no entanto, parece que ganham mais adeptos na esfera governamental.
O que se sabe até o momento é que, como forma de remediar tal atitude terrorista, o Governo Federal publicou um decreto, promovendo a intervenção da área de segurança pública do Distrito Federal. O até hoje secretário de governo do GDF, Anderson Torres, foi exonerado e o governador Ibaneis pediu desculpas aos poderes da República.
Espera-se que essas pessoas criminosas (os depredadores e agentes públicos coniventes com o caos), que agiram como kamikazes, e não representam a maioria das pessoas que promovem oposição ao governo eleito, sejam severamente punidas no rigor da lei. Além disso, se possível, façam um exame de consciência e observem o quanto podem estar sendo milimetricamente manipuladas por alguém que abandonou o Brasil há alguns dias.
Márcio Bezerra – professor especialista em Ensino de História do Brasil e servidor público.













