
Ismael Alves – Pernambuco decidiu mudar os rumos da política nas eleições deste ano, ocasião em que elegeu Raquel Lyra (PSDB) para administrar o estado pelos próximos quatro anos. Foram 3.113.312 votos (58,70%) definindo uma nova rota para a vida dos pernambucanos.
A ascensão de Raquel não aconteceu da noite para o dia, como a de alguém imbuído da vantagem de uma indicação política de outrem que já goza da força ou da influência da máquina pública, mas tem a característica de quem percorreu uma jornada própria e exitosa até chegar ao posto mais importante de Pernambuco e entrar para a história como a primeira mulher eleita para o cargo no estado.
Ao longo da vida, sua trajetória lhe rendeu o acúmulo de experiências, inclusive administrativas, que soam como garantia de que Pernambuco não será submetido a uma aventura política. Advogada com pós-graduação em Direito Econômico e Empresarial, Raquel foi delegada da Polícia Federal de 2002 a 2005, ano em que também foi aprovada para a Procuradoria-Geral do Estado. Entre 2007 e 2010, foi chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do Governo Eduardo Campos.
Em 2010, Raquel Lyra conquistou seu primeiro mandato como deputada estadual, sendo reeleita em 2014 como a terceira mais votada daquele pleito. Em 2016, disputou a Prefeitura de Caruaru, no Agreste, e foi a primeira mulher eleita para o cargo no município. Em 2020, conquistou a reeleição com uma vitória expressiva sobre os adversários.
Nas eleições deste ano, Raquel venceu a disputa pelo comando do Governo de Pernambuco, aos 43 anos, tendo como vice-governadora a deputada estadual Priscila Krause (PSDB). O resultado das urnas encerrou um ciclo de 16 anos de governos do PSB.
Raquel é filha do ex-governador João Lyra Neto, e Priscila é filha do também ex-governador Gustavo Krause.













