Ismael Alves – A disputa pelo governo de Pernambuco, protagonizada por Raquel Lyra (PSDB) e Marília Arraes (SD), chega na reta final marcada pelo reviravolta que deixou a ex-prefeita de Caruaru, Agreste, no comando do pleito desde a primeira pesquisa do 2° turno. No 1° turno, Marília liderou.
Apesar da troca de posições, o resultado das urnas revelou, no 1° turno, um acirramento entre Marília e Raquel, separadas por menos de 4% dos votos válidos. O resultado foi um banho de água fria nas pesquisas que apontavam uma vantagem ampla em favor de Marília.
Marília, contudo, tem apelado para a reprodução do cenário político nacional. Ela é apoiadora de Lula (PT) e recebeu o apoio do ex-presidente no 2° turno. O petista pediu votos para Danilo Cabral (PSB) no 1° turno. No entanto, a estratégia de Marília tem se mostrado ineficaz.
Raquel Lyra não declarou apoio a Lula ou Bolsonaro (PL), optando pela neutralidade no campo presidencial e insistindo em discutir os problemas enfrentados pelos pernambucanos. A candidata tem prezado pela boa relação com eleitores de ambos os presidenciais, fator que tem resultado na cooptação de apoiadores da direita e esquerda.
A estratégia de Raquel é a mesma de outros quatro candidatos que disputam o 2° turno em outros estados, a exemplo de Eduardo Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul. Marília, no entanto, usa todas as energias do fim de campanha para rotular Raquel como aliada de Bolsonaro. O presidente enfrenta grande rejeição em Pernambuco.













