Ismael Alves – Cumprindo agenda em Pernambuco, o ex-presidente Lula (PT), candidato ao Planalto e líder nas pesquisas de intenção de voto, reencontra com aliados no estado. O petista busca ampliar a votação alcançada no 1° turno, ocasião na qual obteve, no estado, 65,27% dos votos frente a 29,91% de Bolsonaro.
O resultado das urnas mostrou uma preferência incontestável dos pernambucanos pelo petista, quadro que se repete em outros estados nordestinos. Contudo, a vinda de Lula a Pernambuco tem também uma outra missão que não é tão simples: impulsionar a candidatura de Marília Arraes (SD), candidata ao governo que concorre com Raquel Lyra (PSDB), líder nas pesquisas.
Marília, que liderou com folga no 1° turno, apostou na reprodução do cenário nacional, investindo suas fichas na polarização entre Lula e Bolsonaro. Já Raquel, preferiu explorar as deficiências do governo do estado, atualmente governado por Paulo Câmara (PSB), detentor de uma rejeição que supera a de Bolsonaro em Pernambuco. A tucana apoiou Tebet no 1° turno e optou pela neutralidade no 2°.
A jogada de Raquel tem se mostrado mais eficiente. A prova disso é o grande número de adesões que a campanha da tucana vem registrando diariamente, seja de lideranças do campo da direita ou esquerda. Já Marília, que amarga desvantagem de 20% nas intenções de voto, só tem recebido apoios do campo da esquerda, mas sem unanimidade.
A tática da neta de Miguel Arraes está se mostrando vencida para o 2° turno. Além disso, Lula não conseguiu transferir votos para Danilo Cabral (PSB), candidato apoiado pelo petista, que não avançou para o 2° turno. A esperança de Marília em reverter o jogo eleitoral está nas mãos dos cabeças do PSB, que foram derrotados no 1° turno.













