Ismael Alves – O ex-presidente Lula, candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT), está fazendo todo esforço para retornar ao comando do país. Ele disputa o 2° turno das eleições com Jair Bolsonaro (PL), atual presidente que tenta a reeleição.
Nesta quarta-feira, 12, Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a campanha do petista publicou, em seus perfis nas redes sociais, um vídeo no qual a palavra “família” é enfatizada por diversas vezes. O objetivo é convencer o eleitor que as famílias brasileiras, nas gestões de Lula, eram respeitadas e bem assistidas pelo governo federal. O vídeo também faz críticas ao atual governo.
No entanto, um detalhe chamou a atenção: a pauta, agora explorada de forma positivo pelo marketing do petista, foi criticada pelo próprio Lula há seis meses. Em abril, ele disse que “a pauta das famílias, dos valores é uma coisa muito atrasada”. A afirmação foi feita durante participação do ex-presidente no debate “Brasil-Alemanha – União Europeia: desafios progressistas – parcerias estratégicas”, realizado pela Fundação Perseu Abramo, ligada do Partido dos Trabalhadores (PT), e a Fundação Friedrich Ebert, uma entidade alemã.
A ocasião da fala foi a mesma em que Lula defendeu a legalização do aborto no país, vindo a gerar grande repercussão negativa. De acordo com ele, no Brasil as mulheres pobres “morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal”, já as que têm dinheiro fariam a interrupção da gravidez em outros países. “Aqui no Brasil não faz (aborto) porque é proibido, quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha. Eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precisa cuidar”, disse.
Veja o vídeo













