Nela última sexta-feira (15), a Justiça do Rio de Janeiro acatou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o anestesista Giovanni Quintella Bezerra, preso desde julho por estuprar uma mulher em trabalho de parto, numa maternidade em São João de Meriti.
A Polícia Civil concluiu que a vítima foi sedada sete vezes durante o parto, e a violência já começou segundos após o marido dela sair do quarto. Outros casos também estão sendo investigados, e tudo veio à tona após as enfermeiras suspeitarem da conduta do médico e gravarem o crime.
Segundo a candidata a deputada estadual Silmara Enfermeira (União Brasil), a situação tem erros desde o início do trabalho de parto: “Este é o momento mais importante na vida da mãe, mas é também de muita vulnerabilidade. Então ela tem direito ao acompanhante que seja de sua escolha, e não deve ficar desacompanhada”, destaca Silmara.
A candidata também lembra que a anestesia geral somente é recomendada em casos extremos, quando a parturiente apresenta sintomas de ansiedade, pânico e outros quadros emocionais: “A aplicação de sete anestesias é outra violência, pois são indicadas doses somente para alívio da dor local, para que a gestante acompanhe todo o processo do parto e a chegada do bebê”.
Em lei regulamentada pelo Ministério da Saúde, o pós-parto é definido como o período do parto até 10 dias após. A mulher tem direito a um ambiente sossegado, privativo, arejado e sem ruídos. O acompanhante é de sua livre escolha, independente do parentesco, e pode também haver mudança de acompanhante, se necessário.
“O meu projeto de parto humanizado é para garantir que as gestantes de Pernambuco possam parir com segurança, respeito e dignidade, permitindo a presença de acompanhante durante todo o período do parto. E garantir ao recém-nascido uma estrutura com pediatra neonatal e todos os cuidados necessários à sua assistência,” relembra Silmara Enfermeira.












