Ex-aliado de Jair Bolsonaro, o deputado paraibano Julian Lemos, que não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano, acusou o presidente de bater na primeira-dama Michelle Bolsonaro no palácio. O parlamentar foi questionado, durante uma entrevista na Paraíba, se a relação de Bolsonaro com a primeira-dama “era de fachada”.
“A relação é de fachada. Ela não quer nem ver ele. Nas primeiras férias dele, que ele foi pra uma ilha, ela foi colocar um silicone e ele deu uns tapas nela”, disse Julian sem apresentar provas ou detalhar como ficou sabendo das supostas agressões.
Nomeado por Bolsonaro como integrante da equipe de transição após a vitória do atual presidente em 2018, o deputado já foi acusado três vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, após denúncia de agressão à ex-esposa e a uma irmã. Ele foi um dos coordenadores no Nordeste da campanha presidencial do então PSL, na primeira disputa presidencial de Bolsonaro.
Julian Lemos também foi condenado a um ano de prisão em primeira instância, em 2011, por estelionato. Mas o caso prescreveu antes de ser analisado pela segunda instância.
Dos três inquéritos de que o deputado era alvo com base na Lei Maria da Penha, dois foram arquivados após a ex-esposa dele, Ravena Coura, apresentar retratação e dizer às autoridades que se exaltou “nas palavras e falado além do ocorrido”. Um terceiro, porém, segundo registros do Tribunal de Justiça da Paraíba, continua ativo. Os casos ocorreram em 2013 e 2016.













