
Ismael Alves – O vereador Wedson Soares, popularmente conhecido como Wedson de Biu Beléu, anunciou que não faz mais parte do grupo político liderado pelo prefeito de Chã Grande, Sandro Advogado. A declaração foi feita durante entrevista ao Panorama Político, na quarta-feira (28), na Rádio Líder FM (98,5 MHz), programa apresentado pelo editor deste blog.
Foi a primeira vez que o vereador declarou publicamente o rompimento com o grupo do prefeito. Durante a entrevista, ao ser questionado sobre seu posicionamento no cenário político municipal, Wedson relacionou a decisão às divergências ocorridas na eleição da Mesa Diretora da Câmara, realizada em 2 de outubro.
Ao relembrar um episódio ocorrido minutos antes da votação, o vereador afirmou que Sandro Advogado teria condicionado sua permanência no grupo ao voto na chapa apoiada pelo prefeito, encabeçada por Jadinho da Ceasa.
“Ele disse assim: ‘Se você fizer isso, nós vamos seguir por lados opostos.’ Eu disse: tá certo”, relatou Wedson, ao se referir à conversa com o prefeito.
“Se eu votasse em Célia, eu estaria fora do grupo dele. E eu acho assim: quando você é expulso da casa de alguém, você não consegue voltar lá. Eu tô fora do grupo dele.”
Na sequência, ao ser questionado diretamente se não fazia mais parte do grupo liderado por Sandro Advogado, Wedson reafirmou sua posição:
“Não, não faço mais parte não. O grupo que Sandro for líder eu não participo dele não. Eu tô fora. Vou traçar meu caminho por outros lados.”
Divergências na eleição da Mesa Diretora
A eleição que desencadeou as divergências ocorreu em 2 de outubro e definiu a composição da Mesa Diretora da Câmara de Chã Grande para o biênio 2027/2028. A chapa encabeçada por Célia de Jaci venceu a disputa por 6 votos a 5. Além da presidência, a composição eleita tem Ademir Batista na primeira secretaria e Lívia Campos na segunda secretaria. Com o resultado, Célia tornou-se a primeira mulher eleita presidente do Legislativo chã-grandense.
Posteriormente, durante entrevista ao programa Sabadão da Líder, Sandro Advogado afirmou que discordava da composição devido à presença de Ademir Batista e Lívia Campos, justificando seu posicionamento pelo fato de considerar os dois vereadores opositores.
Os parlamentares, entretanto, têm trajetórias políticas distintas. Lívia Campos foi eleita no campo da oposição, enquanto Ademir Batista chegou à presidência da Câmara como integrante do grupo de situação. O vereador, no entanto, passou a ser tratado como opositor após apoiar deputados independentes nas eleições de 2026.













