
Ismael Alves – Com 51,78% dos votos válidos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 48,22%, no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25). A vitória, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, assegura ao petista um quarto mandato na Presidência da República.
Na totalização dos votos, Lula obteve aproximadamente 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do senador. A diferença ficou em torno de 4,4 milhões de votos, consolidando a vitória do presidente na disputa nacional.
Lula reverte resultado do primeiro turno
O resultado representa uma mudança em relação à primeira votação, realizada em 4 de outubro. Na ocasião, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
A inversão foi confirmada durante a apuração deste domingo. Lula começou na liderança, mas Flávio assumiu a dianteira às 19h46. O senador permaneceu à frente por 38 minutos, até que o petista retomou a primeira posição, às 20h24, e seguiu na liderança até a confirmação matemática do resultado.
A eleição de 2026 marca a primeira vez que um candidato à Presidência termina o primeiro turno atrás do adversário e consegue vencer no segundo, desde a redemocratização brasileira.
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Quarto mandato presidencial
Lula foi eleito presidente em 2002, 2006, 2022 e 2026. Os dois primeiros mandatos foram exercidos entre 2003 e 2010. Depois de retornar ao Palácio do Planalto em janeiro de 2023, o petista garantiu mais um período de quatro anos no cargo, com posse prevista para 5 de janeiro de 2027.
Nascido em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, em 27 de outubro de 1945, Lula completará 81 anos na próxima terça-feira, dois dias após a eleição. A vitória amplia seu recorde de mandatos presidenciais conquistados pelo voto direto.
O segundo turno também foi marcado pela ampliação do horário de votação em locais onde as urnas ainda estavam abertas. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão até as 19h após relatos de problemas no transporte público. A decisão foi posteriormente esclarecida para deixar explícito que as seções já encerradas não seriam reabertas.
Após a derrota, Flávio Bolsonaro declarou que pretende pedir a anulação da eleição, alegando irregularidades relacionadas à mudança no horário de votação. A manifestação do senador representa uma iniciativa de contestação, não uma decisão judicial que invalide o resultado.
A abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo. Segundo dados divulgados pelo Senado Notícias, foi a menor taxa registrada em um segundo turno presidencial desde 2018.









