
Ações de Moraes em processo de Bolsonaro e as coincidências com números partidários
Ismael Alves – Enquanto a prisão de Bolsonaro repercute entre aliados e adversários, um elemento de coincidência chama a atenção ao alimentar diferentes interpretações: em setembro deste ano, durante o julgamento que mais tarde embasaria a condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes destacou 13 atos executórios para sustentar a existência de uma organização criminosa voltada à ruptura institucional. O número, embora apenas elemento processual, acaba remetendo à legenda petista.
Já neste sábado, 22, Bolsonaro foi preso preventivamente por determinação de Moraes, sob a alegação de descumprimento de cautelares, após vídeo de Flávio Bolsonaro convocando apoiadores para vigília religiosa em frente à casa do ex-presidente. Moraes entendeu como uso indireto de redes sociais. O STF também informou tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica e citou risco por causa da proximidade da residência com embaixadas. Desta vez, a data lembra o número do PL, partido de Bolsonaro.
Não é a primeira vez que os números que marcaram a polarização eleitoral de 2022 aparecem em decisões de Moraes. Foi no dia 13 de junho deste ano que Gilson Machado, ex-ministro do Turismo de Bolsonaro, foi preso por decisão de Moraes, acusado de tentar facilitar a emissão de passaporte português para Mauro Cid, o que ele nega.













