
Ismael Alves – O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gravatá (STR) permanece no centro de uma série de denúncias. Nesta terça-feira (10), um novo caso foi revelado durante a primeira edição do programa Jota Silva, da rádio Gravatá FM. Zé Mário, que há 16 anos comanda o sindicato, agora é acusado de dar calote em um ex-servidor mesmo após decisão judicial.
O motorista Danilo Rodrigues, que atuou na instituição por oito meses em 2021, procurou o programa de rádio para relatar o que chama de “descaso e falta de respeito com o trabalhador”. Segundo ele, os três últimos salários – no valor de R$ 1.500 cada – nunca foram pagos pela gestão de Zé Mário, o que o levou a pedir demissão. Ele relatou três meses sem conseguir pagar aluguel, água ou luz, destacando muito “sofrimento” para a sua família.
Mais grave: ele afirmou que o problema do atraso salarial era recorrente e afetava todos os funcionários do STR. Nenhum pagamento, segundo Danilo, era feito dentro do prazo. A Justiça chegou a reconhecer o direito do ex-servidor e determinou o pagamento da dívida acrescida de indenizações e correções, totalizando cerca de R$ 8 mil. Mas, mesmo após três anos e com parcelamento definido em R$ 250/mês, nenhum centavo foi pago.
Manobra
Durante a entrevista, Danilo ainda citou uma alegação do jurídico que atua em sua defesa, sugerindo que Zé Mário teria zerado a conta bancária do sindicato para evitar bloqueios judiciais e, consequentemente, o pagamento.
Sindicato à deriva
Sob o comando de Zé Mário há mais de uma década e meia, o STR de Gravatá amarga uma grave crise financeira. A entidade acumula mais de R$ 500 mil em protestos cartorários, incluindo pendências com tributos federais. Até o fornecimento de água da sede foi cortado por falta de pagamento. A dívida com a Compesa passa dos R$ 7 mil.
Apesar de marcar presença semanal em programas de rádio, o presidente do sindicato evita entrar no mérito das acusações. Quando provocado, se limita a dizer que as denúncias são “movidas por interesses eleitorais” e “fake news”, já que o pleito interno do STR deve ocorrer em junho, e ele pretende disputar mais quatro anos no comando da entidade.

Ismael Alves – O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gravatá (STR) permanece no centro de uma série de denúncias. Nesta terça-feira (10), um novo caso foi revelado durante a primeira edição do programa Jota Silva, da rádio Gravatá FM. Zé Mário, que há 16 anos comanda o sindicato, agora é acusado de dar calote em um ex-servidor mesmo após decisão judicial.
O motorista Danilo Rodrigues, que atuou na instituição por oito meses em 2021, procurou o programa de rádio para relatar o que chama de “descaso e falta de respeito com o trabalhador”. Segundo ele, os três últimos salários – no valor de R$ 1.500 cada – nunca foram pagos pela gestão de Zé Mário, o que o levou a pedir demissão. Ele relatou três meses sem conseguir pagar aluguel, água ou luz, destacando muito “sofrimento” para a sua família.
Mais grave: ele afirmou que o problema do atraso salarial era recorrente e afetava todos os funcionários do STR. Nenhum pagamento, segundo Danilo, era feito dentro do prazo. A Justiça chegou a reconhecer o direito do ex-servidor e determinou o pagamento da dívida acrescida de indenizações e correções, totalizando cerca de R$ 8 mil. Mas, mesmo após três anos e com parcelamento definido em R$ 250/mês, nenhum centavo foi pago.
Manobra
Durante a entrevista, Danilo ainda citou uma alegação do jurídico que atua em sua defesa, sugerindo que Zé Mário teria zerado a conta bancária do sindicato para evitar bloqueios judiciais e, consequentemente, o pagamento.
Sindicato à deriva
Sob o comando de Zé Mário há mais de uma década e meia, o STR de Gravatá amarga uma grave crise financeira. A entidade acumula mais de R$ 500 mil em protestos cartorários, incluindo pendências com tributos federais. Até o fornecimento de água da sede foi cortado por falta de pagamento. A dívida com a Compesa passa dos R$ 7 mil.
Apesar de marcar presença semanal em programas de rádio, o presidente do sindicato evita entrar no mérito das acusações. Quando provocado, se limita a dizer que as denúncias são “movidas por interesses eleitorais” e “fake news”, já que o pleito interno do STR deve ocorrer em junho, e ele pretende disputar mais quatro anos no comando da entidade.










