
Ismael Alves – O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gravatá atravessa o momento mais delicado desde a sua fundação, há pouco mais de 60 anos. Mergulhada em dívidas e sob uma crescente insatisfação por parte dos associados, a entidade vive uma crise sem precedentes, marcada por denúncias graves e pelo enfraquecimento do movimento sindical que já foi referência no município.
No comando da instituição há 16 anos, o atual presidente, Zé Mário, viu a crise surgir e crescer sob a sua gestão, mas ainda sonha com a possibilidade de renovar seu mandato por mais quatro anos nas eleições que acontecerão em julho. Para isso, no entanto, terá que encarar a missão quase impossível de convencer a maioria dos associados a apoiar a continuidade de uma diretoria apontada como responsável pelo colapso financeiro e pela ausência de serviços que antes eram ofertados aos trabalhadores, a exemplo de dentista, psicologia, assistência agrícola e tantos outros.
O cenário é alarmante. Em meio à crise, até o fornecimento de água foi suspenso por falta de pagamento. A dívida acumulada com a Compesa ultrapassa os R$ 7 mil, conforme revelado em primeira mão pelo comunicador Jota Silva, que tem revelado sucessivos episódios de abandono e descaso no STR.











