
Ismael Alves – A deputada estadual Rosa Amorim (PT), que recentemente retornou de uma viagem à Venezuela, voltou a gerar polêmica ao defender publicamente a suspensão da rede social “X” (antigo Twitter) no Brasil. A parlamentar acusa Elon Musk, proprietário da plataforma, de apoiar golpes de Estado e desrespeitar as leis brasileiras ao fechar o escritório do Twitter no país e demitir todos os funcionários brasileiros. Para Rosa, essas atitudes justificam a suspensão da rede social até que Musk se adeque às legislações nacionais. Musk, por sua vez, acusa o STF de censura, por meio de decisões do ministro Alexandre de Moares.
Entretanto, a defesa fervorosa da deputada pernambucana entra em conflito com sua recente visita à Venezuela, onde foi vista tietando o mandatário Nicolás Maduro, líder de um regime amplamente criticado por fraudes eleitorais, repressão a opositores e violações aos direitos humanos. A permanência de Maduro no poder, desde 2013, tem sido marcada por eleições contestadas e acusações de manipulação dos resultados, além de perseguições a adversários políticos e ações que colocam em xeque a democracia no país.
Incoerência
Essa contradição levanta questionamentos sobre a coerência das posições de Rosa Amorim. Enquanto critica Elon Musk por supostas ameaças à democracia, a deputada demonstra apoio a um líder que é amplamente acusado de atentar contra os mesmos princípios que ela diz defender. A posição de Rosa Amorim evidencia um paradoxo em seu discurso, ao confrontar um bilionário sob a acusação de não seguir as regras de um país democrático, enquanto celebra um ditador acusado de subverter a democracia para manter-se no poder.
Rosa Amorim também se envolveu em outras polêmicas. Recentemente, ela debochou do atentado contra o ex-presidente Donald Trump.












